Drama humano em “Terras do Inferno”

Livro "Terras do Inferno" lançado em Moreiras Grandes
 

Amílcar das Neves nasceu em Lisboa em 1941 tendo perdido a visão aos 18 anos de idade. O seu optimismo e coragem foram mais fortes e conseguiu ultrapassar esta circunstância e ver mais além. Tirou o curso de História na Faculdade de Letras em Lisboa e leccionou em duas escolas. O gosto pela escrita já lhe vem desde os 12 anos. Começou por escrever contos, depois poesias, mas foi a partir de 1970 que se dedicou a escrever romances.

Já tem vários romances escritos, o último dos quais com o título “Terras do Inferno”, foi recentemente lançado em primeira mão na localidade de Moreiras Grandes, terra adoptiva, desde há 40 anos.

A acção do romance tem início na década de 60 na localidade de Moreiras Grandes, e termina no início da década de 90 na mesma aldeia. Neste livro é abordado o drama de um pobre casal da aldeia, Jerónimo e Albina, cujo marido se vê obrigado a partir para França para proporcionar uma vida melhor aos filhos. 

Ao longo de todo o romance, o autor introduz e descreve também personagens reais, muitas das quais ainda vivas e residentes na aldeia de Moreiras Grandes.

Toda a vida comunitária da localidade, os seus usos e costumes, estão referenciados na primeira parte desta obra, bem como de algumas aldeias vizinhas.

 

 

Várias dezenas de pessoas estiveram presentes na tarde do dia 16 de Agosto na colectividade de Moreiras Grandes no lançamento do romance “Terras do Inferno” de Amílcar das Neves. Familiares, amigos e conterrâneos da localidade de Moreiras Grandes, alguns até personagens reais no enredo, não quiseram faltar ao evento, o qual é inédito na freguesia de Assentis. Amílcar das Neves é natural de Lisboa, mas desde há cerca de 40 anos que está ligado à localidade de Moreiras Grandes, dado que os seus sogros daqui são naturais.

O evento contou com a presença do autor do romance, do presidente do Município de Torres Novas, do presidente da Freguesia de Assentis, do padre António José, presidente da Assembleia do Centro Cultural e Recreativo de Moreiras Grandes, de Albertino Leal, presidente da respectiva associação e do professor António Rosa, também ele personagem real na referida obra.

O Pe. António José começou por efectuar a apresentação geral da obra e do autor, destacando o drama vivido em meados do século passado pelas duas personagens centrais do livro – o casal, Jerónimo e Albina, residentes na Carroa, em Moreiras Grandes e pai de dois filhos, o Afonso e a Maria da Conceição. A história percorre a década de 60 e termina no início da década de 90. A subsistência da família que vive com míseros recursos, era igual a tantas outras famílias da freguesia que tiveram que “comer o pão que o Diabo amassou”. A luta em proporcionar uma vida melhor aos filhos está patente em toda a obra, e tem início quando o professor António Rosa, que lecciona na escola primária de Moreiras Grandes, adverte Jerónimo que o seu filho Afonso é um excelente aluno e tem muitas potencialidades, pelo que, aconselha o pai a enviar o seu filho a continuar os estudos em Torres Novas depois de terminar a 4ª classe, pois caso contrário, cometerá um crime.

É mais um drama que esta família tem que enfrentar, a par da labuta diária que é arrancar violentamente o sustento da terra saibrosa e barrenta e da existência de pouca água.

Para proporcionar uma vida melhor aos filhos, Jerónimo decide emigrar para a França. Para aquele pai com as suas limitações foi um grande drama. Para o Pe. António José, a situação que mais o emocionou ao ler o romance, foi quando a Albina e o Jerónimo juntaram os seus poucos haveres, o que conseguiram amealhar durante anos de trabalho, e verificaram que não dava para nada. Para a viagem eram necessários 50 contos e o casal só dispunha de 35.

A emoção do Pe. António José foi bem notória ao contar algumas passagens da obra, dado estarem ali reflectidas a psicologia de alguns habitantes ainda vivos.

 

Já em França, as dificuldades continuaram a acompanhar o pobre Jerónimo.

 

Depois dos agradecimentos a todas as pessoas presentes, Amílcar das Neves referiu que a experiência aldeã vivida na terra dos seus pais e também a vida da aldeia de Moreiras Grandes, está reflectida na obra agora apresenta ao público. O facto de conhecer desde há 40 anos a localidade de Moreiras Grandes, os seus usos e costumes, o ter ouvido falar de muitas pessoas e de conhecer muitas outras, levou-o a incluí-las no seu romance, porque de alguma forma são representativas de uma certa psicologia.

 

Todos somos deficientes em milhares de coisas e eficientes em poucas coisas

 

Seguidamente, Amílcar das Neves que perdeu a visão de um dia para o outro aos 18 anos, contou como enfrentou a situação procurando dar resposta à pergunta: “E agora o que vai ser feito da minha vida?”

Amílcar referiu que o problema nas pessoas portadoras de deficiência não é propriamente a deficiência em si, mas aquilo que as pessoas pensam dela.

Amílcar comparou a sua situação a uma passagem do seu romance “Caminhos e Encruzilhadas”: “A vida pregou-me uma grande partida. Colocou-me no meio da linha e disse-me: Vem aí o comboio”.

 

“Foi exactamente assim na minha vida. A vida repentinamente pegou em mim e disse-me: A vida que tinhas antes acabou-se e agora vais ter de construir uma vida nova”, referiu Amílcar Neves. E perante a situação, aos 18 anos Amílcar pensou: “Tenho a idade que tenho, o problema que tenho, os pais que estão a sofrer. Só há uma solução: Os meus pais (Serafim e Celeste) têm este problema, têm um filho nesta situação, mas eu não quero ser um problema”, continuou o escritor perante o público e sua mãe que ali estava presente e que se emocionou ao recordar aqueles tempos.

Aos 21 anos, Amílcar ingressou numa escola, a fundação Sain, e nesse mesmo ano começou a trabalhar no escritório.

Três anos depois saiu para continuar os estudos na Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa onde tirou o curso de História. A sua vida como professor em duas escolas foi muito enriquecedora.

Amílcar das Neves deu vários exemplos demonstrando que todos somos deficientes em milhares de coisas e eficientes em poucas coisas. O simples facto de não se saber tocar violino é uma forma de deficiência, pelo que ninguém é eficiente em tudo.

 

Uma terra que obriga a uma luta dura

 

Quanto ao título do romance “Terras do Inferno”, o autor relacionou-o com a característica barrenta da terra, a qual não é uma terra com a qual se luta, mas é uma terra contra a qual se tem de lutar, porque ela é difícil de trabalhar. “É uma terra que para produzir alguma coisa é preciso de facto uma luta contra essa mesma terra. E ela é do inferno porque é uma terra que obriga a essa luta dura, profunda, mas uma luta que dói”, disse ainda.

Amílcar das Neves descreve o seu romance como feito de amor, de amizade, de sonhos, mas também feito de ingratidão.

“Quem está atento ao que acontece no mundo preocupa-se com tudo o que está a acontecer, que são verdadeiras ameaças à estabilidade do mundo e à felicidade”, pelo que, referiu ainda o escritor, “de alguma forma os meus romances, acabam sempre de uma maneira dura, um pouco cruel, mas essa dureza e crueldade não resultam propriamente da imaginação do romancista, mas sim da realidade da vida. É bom sonhar, mas às vezes os sonhos tornam-se de facto em pesadelos”.

Estas “Terras do Inferno” são do inferno, porque são terras de muita luta, muitas guerras e de muito sofrimento.

 

Factos reais transfigurados em realidade literária

 

Neste romance o autor pega em factos reais e transfigura-os naquilo que é a realidade literária, isto é, dá-lhe uma certa forma de arte. “Essa realidade é uma base que permite depois ao autor construir à volta dessa realidade uma outra realidade literária sem perder de vista a realidade material das pessoas. É por isso que neste romance estão pessoas, muitas delas ainda vivas: o professor António Rosa, Manuel Inverno, Maria Rosa, Rosa Branca, Manuel Raposo, Madalena, Jesuína, Manuel Viseu, Maria dos Anjos Carrasqueira (parteira de serviço na região), Teresa “do Carlitos”, o Carlitos, Manuel Gaspar (sogro do autor deste romance), a menina Rosita, a Josefina do Zé Capitão, o Fernando, o Alfredo (caseiro do director escolar)

entre outros que fazem parte da história de Moreiras Grandes. Todas estas pessoas reflectem as características emocionais e reflectem também aquilo que é a aldeia.

 

Livro vai ter distribuição mundial

 

O livro foi impresso em Espanha pela Publidisa, a qual já manifestou o interesse em fazer a distribuição a nível mundial através dos canais da internet, da própria loja electrónica da Publidisa e também da loja electrónica do El Corte Inglés. O autor está bastante satisfeito porque dentro de poucos dias, a localidade de Moreiras Grandes estará ao alcance da mão em qualquer ponto do mundo.

 

Presidente da Câmara elogia boa articulação entre emoções, experiências, expectativas e história

 

Na sua intervenção, António Rodrigues, presidente do Município de Torres Novas congratulou-se com o autor pelo facto de ter articulado no livro as emoções, as experiências, as expectativas e o seu conhecimento da história e fazê-los pairar sobre a localidade de Moreiras Grandes: “ É um romance que fala dos momentos mais trágicos da história portuguesa do século XX, os momentos dramáticos da emigração, levando muitos a deixar os seus e a fugir em especial para a França e Alemanha à procura de melhores condições de vida”, disse o autarca. E sem ler ainda o livro, António Rodrigues referiu ainda que “o Jerónimo e a Albina fazem parte de um todo que é Portugal, que teve que sair deste rectângulo à beira-mar plantado para procurar uma vida melhor. Fico contente por saber que temos mais um romance que aborda personagens torrejanas e também por ver um homem com as características do dr. Amílcar, o que demonstra ser um exemplo”. E dirigindo-se ao autor, continuou: “Há pessoas supostamente não portadoras de deficiência que precisavam de metade da sua coragem para poderem ser assumidas como pessoas não portadoras de deficiência. Porque o senhor consegue com as dificuldades que a vida lhe impôs, ser uma referência e um exemplo, com este gesto nobre de escrever. Obrigado pelo seu exemplo e por ter escrito um livro que aborda homens e mulheres desta terra.”

 

Um brinde com sabor ancestral

 

Para comemorar o evento, nada melhor do que recuar na máquina do tempo e fazer o brinde com os tradicionais licores e bolos cujas receitas já vêm de décadas ancestrais e que também eles fazem parte da leitura e dos saberes contidos neste romance.

 

A agressividade da terra e a experiência da emigração

 

Para o Pe. António José Barreleiro o romance desenvolve um tema que poderia ter acontecido em qualquer lugar de Portugal: é a questão da agressividade da terra e da grande experiência da emigração na década de 60 e 70 também com os seus dramas.

“É a luta entre a natureza (a agressividade, as gretas na terra que não produzem nada onde se deita a água e esta logo se some) e também a necessidade de ver mais longe. É um romance que está muito bem composto. Achei muito interessante às duas personagens principais que são fictícias, o casal, a Albina e o Jerónimo, mas também ao enquadramento no livro de pessoas reais e ainda vivas com a sua psicologia tal e qual nós as conhecemos. Este livro chama a atenção para várias situações, vários pontos das Moreiras Grandes e na freguesia que toda esta gente conheceu. O desenlace termina de uma forma muito dramática que ninguém estava à espera que é um enforcamento nos eucaliptos junto à actual Rua da Carroa, ao lado da colectividade”.

“Muito orgulho e satisfação”

 

Apesar de ainda não ter lido o livro, nem saber as referências que ali são feitas sobre si, o professor António da Silva Rosa, hoje com 85 anos referiu ao «Fruto da Notícia» que vê a inclusão do seu nome no livro com muito orgulho e satisfação.

Natural de Mouriscas, no concelho de Abrantes, o professor Rosa veio para as Moreiras Grandes aos 22 anos, localidade onde ainda reside com a esposa.

Iniciou as suas funções de professor na escola em Moreiras Grandes no ano de 1944 e aposentou-se 40 anos depois. Pelo meio, chegou também a acumular funções na escola da Rexaldia e na telescola em Assentis, nos tempos em que ainda havia falta de professores.

António Rosa referiu que sempre teve a preocupação de que todo o aluno que fosse suficientemente inteligente, aconselhar os pais a mandarem os filhos continuar os estudos.

E foi este mesmo conselho, que no romance deu a Jerónimo, que está na base do desenrolar da acção do livro, levando aquele pai a emigrar até terras de França para lutar por uma vida melhor para os seus filhos.

 

 

Entrevista com Amílcar das Neves

 

" Tenho livros dentro de mim "

 

 

 

 

 

Fruto da Notícia (FN) – Quanto tempo demorou a escrever o romance “Terras do Inferno”?

Amílcar Neves (AN) -14 meses.

 

FN – O livro sofreu alterações à medida que foi escrito ou seguiu o enredo inicialmente idealizado?

AN – Eu quando começo a escrever um livro já o escrevi. Eu costumo dizer que tenho livros dentro de mim, e cada vez que preciso vou lá dentro buscar um. Eu construo primeiro o romance e depois de construído na minha cabeça eu escrevo-o de seguida. Eu tenho um romance que escrevi em 4 meses. Quanto às alterações eu faço muito poucas alterações. Eu quando faço a correcção dos capítulos, logo nessa primeira passagem, faço a correcção. Eu faço aquilo de uma maneira curiosa: Eu escrevo falando. Eu escrevo para o gravador e quando digo que estou a escrever, eu estou a  gravar, e, quando vou para o computador, estou a digitalizar aquilo nada mais. O computador é apenas o instrumento que eu me sirvo para depois poder gravar em suporte digital aquilo que eu já escrevi no gravador. Por isso é que nunca introduzo muitas alterações.

 

FN – Como é que surgiu este livro?

AN – O livro surge de uma inquietação profunda que eu tenho e que está relacionada com a falta de lugar das pessoas de uma certa idade dentro das famílias. As pessoas mais velhas começam a sobrar e a não terem lugar dentro das suas famílias. Também alguma ingratidão por parte dessas mesmas famílias relativamente a uma obrigação moral de ficarem com os seus pais junto de si até ao final das suas vidas. Os lares de 3ª idade, de alguma forma, representam essa demissão da família, do acompanhamento dos seus velhos. Esta é a preocupação central.

Por exemplo, em determinada altura do livro, a filha que recebeu muitos benefícios do pai, assim que ele lhe aparece de surpresa em casa vindo de França, diz para o pai: “Cresci com a mãe, vossemecê estava lá longe, e aos poucos fui-me habituando a não ter pai”.

Mas ele estava lá a lutar por ela! É esta ingratidão que marca este romance.

 

FN – O drama humano está sempre patente nas suas obras?

AN – São todas assim. Os meus romances não são pura imaginação. É evidente que o romance é uma ficção, mas é uma ficção sempre fundamentada na realidade. Tenho aliás um deles, que é  “As Duas Faces de J”, o qual parte mesmo de um facto real. Os outros, embora sejam ficção são romances que vêm da vida, das pessoas, dos sentimentos, das emoções.

 

FN – Qual a sua ligação a Moreiras Grandes?

AN – Eu sou natural de Lisboa, casei com a minha esposa, natural de Tomar. A  minha sogra era daqui e alguns dos meus cunhados também são daqui. Tenho aqui uma casa de família e utilizamo-la com alguma frequência.

 

FN – As personagens principais do livro são daqui de Moreiras Grandes. Foi por isso que fez questão de lançar o livro em primeira mão nesta localidade…

AN – O romance faz eco da vida de Moreiras Grandes. Uma personagem deste romance, curiosamente, não é uma personagem humana, são os eucaliptos que há aqui ao lado, são os eucaliptos do Pólvora. Estes eucaliptos do Pólvora tem um lugar importante no decurso do romance e o final do romance termina com mais uma referência aos eucaliptos.

 

FN – Com que idade começou a escrever romances?

 

AN – Desde 1970. Mas já antes, desde os 12 anos que me dedico à escrita. Comecei por escrever conto, depois poesia e depois o romance. Só depois de me reformar do ensino é que tenho escrito mais. A minha actividade hoje é a literatura.

 

FN – Onde é que leccionou?

AN – Fui professor só em dois sítios: No liceu Nacional Gil Vicente em Lisboa e na escola Secundária 2 de António Carvalho Figueiredo, em Loures.

 

FN – O facto de ter perdido a visão aos 18 anos teve influência no modo como escreve, uma vez que os dramas estão patentes nos seus romances?

 

AN – Não. O ter perdido a visão para mim não é um facto determinante nem sequer importante. Isto foi uma circunstância da vida que eu ultrapassei, porque nós temos muitas coisas na vida que é preciso ultrapassar. Isto foi uma dificuldade, mas eu sou uma pessoa praticamente auto-          -suficiente. Não dependo das outras pessoas. Obviamente que há algumas coisas mais difíceis: não posso me deslocar de Lisboa para aqui a conduzir um automóvel, mas também há muita gente que não o pode fazer porque não tem carta de condução. Eu encaro as coisas de uma forma um pouco optimista.

 

FN – Qual vai ser o próximo livro?

AN – Estou a escrever neste momento “A Inconsistência dos Sonhos”, o qual faz duologia com “Sob o Olhar de Deus”. Embora eles sejam independentes, no drama e no enredo, um é a consequência do outro.

 

FN – Quais são os seus escritores preferidos?

AN – Os meus escritores preferidos são todos os que escrevem bem e todos aqueles que escrevem sobre a vida. Mas há escritores que eu gosto particularmente: Aquilino Ribeiro é para mim um escritor modelar. Mas também o Vergílio Ferreira. Há escritores de que não gosto francamente que é por exemplo aquele que estou a ler neste momento “Eu hei-de amar uma pedra” de António Lobo Antunes. Leio porque é um pouco dever de ofício, mas não o faço por prazer.
 
 

Amílcar das Neves nasceu em Lisboa em 1941 e cursou História na Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa. Professor e pensador social, dedicou-se desde muito cedo à poesia. Mas tarde empreendeu um novo caminho literário na área do romance.

“A Ilha do Paraíso”, As Duas Faces de J”, “Caminhos e Encruzilhadas”, “O Insustentável Pesadelo de Existir” e “Sob o Olhar de Deus” são exemplos de obras onde as personagens assumem o estatuto de pessoas reais.

O drama humano, visto dos mais diversos ângulos, atravessa a obra do escritor. A desesperança e o cepticismo resultantes de uma observação atenta da realidade confrontam o leitor com o seu próprio mundo.

Romances frementes de vida, procurando pessoas no mais recôndito das personagens, revelam as emoções, os sentimentos, a alegria e a tristeza, o que faz de uma obra literária o reflexo das acções humanas transformadas em literatura.O estudo e o ensino da História, o olhar atento e crítico sobre os acontecimentos mundiais fazem com que os seus romances resultem da observação da psicologia e da sociologia humanas. Lançamento livro em M. Grandes (19)Lançamento livro em M. Grandes (25)Lançamento livro em M. Grandes (39)Lançamento livro em M. Grandes (51)Lançamento livro em M. Grandes (62)Lançamento livro em M. Grandes (73)Lançamento livro em M. Grandes (9)Lançamento livro em M. Grandes (93)

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Uma resposta a Drama humano em “Terras do Inferno”

  1. Unknown diz:

    boa noite sou natural da rexaldia e andei na sexta classe nos anos 70 e 71 na escola das moreiras grandes cujo professor era o professor rosa e recordo esses tempos com muita saudade e fico muito contente por saber que ele ainda é vivo e faz parte do s personagens desse livro que vou tentar encontrar. recordo todos os colegas desses anos alguns que soube já faleceram
    mas o joão antónio benfiqista ferrenho que fez com que eu seja do sporting para ajudar o augusto heleno que á segunda feira estava sempre a levar com ele. O zé manuel o girafa , o carlos fernando,carlos alberto, , a isabel, a cândida, luisa , fátima rodrigues, fátima lopes a elsa mais os do carvalhal do pombo etc etc as visitas de estudo que faziamos, plantar os chorões junto á ribanceira da escola. todo esses tempos eu recordo com muito carinho entretanto eu fui para lisboa em 73 e depois de várias profissões actualmente sou chefe de cozinha executivo no hotel tivoli lisboa. chamo-me antónio santos escudeiro 

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