Cuidado com as burlas !

Idosa burlada por falsos funcionários da Segurança Social
 

São simpáticos e fazem-se passar por funcionários da Segurança Social ou até como angariadores de donativos para instituições de apoio a crianças e jovens.

Nos peditórios, andam sempre munidos de uma pequena capa, a qual abrem para que a pessoa possa ver algumas notas de euros, com o objectivo de as levar a crer que já outros contribuíram também. Muitos até trazem cartões que os identificam, fotocópia comprovativa da publicação da associação em Diário da República e até livros de recibos caso seja necessário passar. É tudo um engodo.

As tácticas da burla variam, mas os alvos principais são os idosos que vivem sozinhos e em locais mais isolados.

As forças policiais tem alertado para este tipo de crime, percorrendo os centros de dia, sensibilizando os idosos através dos muitos cuidados que são necessários ter para não caírem nos contos do vigário. Afinal todo o cuidado é pouco.

Recentemente uma idosa de 84 anos de Outeiro Pequeno, foi burlada e ficou em poucos minutos sem 200 euros.

Em declarações ao «Fruto da Notícia», a idosa contou como tudo se passou. Aqui deixamos o seu testemunho para que ele sirva de exemplo, como precaução para quantos nos lerem. Bom seria que os filhos que nos lêem e que têm pais idosos, os advirtam e sensibilizem para os falsos burlões que por aí andam.

                                                                                                                          

Passavam poucos minutos das 12 horas do dia 17 de Junho, quando Maria da Trindade, de 84 anos, residente em Outeiro Pequeno, subia o degrau para entrar em casa quando do lado direito um indivíduo que se encontrava junto a uma viatura lhe acenou com um papel chamando a atenção. De boa fé, a idosa dirigiu-se ao indivíduo que aparentava ter cerca de 20 anos, julgando que o mesmo necessitava de alguma informação. No entanto, o individuo apenas lhe queria contar “o conto do vigário”. No interior do carro estava um outro indivíduo mais velho, aparentando ter idade compreendida entre os 25 a 30 anos.

Fazendo-se passar por funcionário da Segurança Social, o jovem iniciou o diálogo com uma pergunta: “A senhora sabe que agora vai passar a receber mais da sua reforma?”. “Quando cá chegar, cá me encontro!”, respondeu prontamente Maria da Trindade.

O jovem tirou directamente do bolso da camisa, um maço de notas de 10, 20, 50 e até 100 euros e continuou a questionar a mulher: “Você conhece estas notas? É que algumas delas tem uns números errados e vão acabar, vão sair de circulação…” A mulher respondeu: “Conheço-as muito bem. Quando acabar, acabou. Agora tenho pouco dinheiro, porque tem sido preciso e tenho-o gasto, e de momento só tenho 4 notas de 50.” Foi o que eles queriam ouvir: “Não se preocupe que amanhã, a doutora Margarida da Segurança Social vem cá e explica-lhe como é o novo dinheiro e trás as novas notas”, continuou o jovem.

O outro indivíduo que até ali se mantivera calado dentro da viatura, ali continuou, mas entrou também no diálogo: “ A senhora não se importa de ir buscar uma nota, para nós vermos se o número está correcto?”

Maria da Trindade ainda não se tinha apercebido que estava prestes a cair na armadilha. Dirigiu-se vagarosamente a casa para buscar as notas. Já tinha uma nota na mão quando se apercebeu que o jovem já estava ali mesmo ao seu lado. “Tirou-me a nota da mão, apanhou as outras 3 notas também de 50 euros e começou a dirigir-se para fora”. “Então, o senhor não quer apenas ver as notas?”, perguntou a idosa. Ele ainda respondeu: “Espere um momento, eu venho já!”. Mas não voltou… Só então é que Maria da Trindade caiu em si e se apercebeu que tinha sido enganada e ficado sem 200 euros.

 

Um pouco mais abaixo, os mesmos indivíduos, tentam de nova içar o isco, desta vez a Emília Sousa Taxa de 76 anos, que ia a caminho de casa.

“Oiça lá, a senhora tem os seus descontos em dia?”, questionou o jovem. Já alertada há tempos pela filha para os casos de burla que proliferam, disse: “Porque é que o senhor quer saber? Eu e o meu marido temos os descontos em dia e não há mais nada a fazer”.

E logo ali encerrou rapidamente o diálogo, não sem antes, os ameaçar: “E se não forem daqui para fora levam com uma cachaporra”.Ah, grande Padeira de Aljubarrota!

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