VILA DO PAÇO – Bons Desportistas em Convívio

VILA DO PAÇO – Bons Desportistas em Convívio
 

À entrada do recinto de festas de Vila do Paço, foram hasteadas no passado dia 30 de Junho as bandeiras do Porto, Sporting e Benfica. O motivo foi a realização do II convívio desportista que a colectividade local organizou.

 

Depois do êxito do primeiro convívio desportista realizado em 2006, a colectividade de Vila do Paço voltou a realizar o evento no passado mês de Junho.

O encontro de 2007 teve lugar no passado dia 30 de Junho no recinto das festas da colectividade e contou com a presença de 150 desportistas, mais 30 do que no ano anterior.

 

A origem do convívio

Tudo começou quando Clotilde Sentieiro, presidente da colectividade, verificou na televisão que o desporto, principalmente o futebol nacional e internacional originava muitas vezes agressões, atitudes que contradizem o espírito do desporto de outros tempos: “Antigamente as pessoas iam ao futebol por gosto, para conviver. Agora estão a perder o interesse devido às agressões que existem”. Foi então que começou a pensar… “Devia de imaginar um dia para o bom desportista!”. Se melhor o pensou, rapidamente concretizou a ideia.

 

 

 

O objectivo foi juntar os bons desportistas num convívio. A concretização da ideia levou a que os vários adeptos confraternizassem em conjunto. “Quando um clube ganha é mais fácil saborear a vitória. Mas quando perdemos é uma honra também saber aceitar a derrota”, referiu Clotilde Sentieiro ao «Fruto da Notícia».

Depois da proposta ter sido aceite pela colectividade, a iniciativa desenvolveu-se durante os vários meses em que decorreu o campeonato nacional de futebol. Cada participante pagou semanalmente e ao longo da jornada de futebol, 0,25€ (vinte e cinco cêntimos) por cada golo que o seu clube de coração marcou.

 

 

 

Vila do Paço é terra de Sportinguistas

Um dado a registar neste convívio desportista é da presença de um maior número de sportinguistas do que benfiquistas, o que contradiz a média nacional.

Inscreveram-se 150 desportistas: 86 sportinguistas, 66 benfiquistas, 7 portistas e 1 do Belenenses.

Foi aos portistas que o convívio saiu mais caro, porque o clube marcou 65 golos o que dá 16,25€. Cada benfiquista pagou 13,75€, quantia devida pelos 55 golos. Com menos um golo, cada sportinguista pagou 13,50€. Mas para além dos três maiores clubes nacionais, em Vila do Paço também marcou presença um elemento do Belenenses. Para este, o convívio apenas custou 9 euros, quantia referente aos 36 golos marcados.

A receita bruta desde evento ultrapassou os 2 mil euros. Os participantes eram na maioria da localidade de Vila do Paço, mas também participaram outros que estão a residir fora: amigos de Pousos, Curvaceiras, Torres Novas, Entroncamento e até de Lisboa.

 

 

Depois de uma jornada futebolística bem renhida, nada melhor do que uma ementa forte. Os participantes neste encontro tiveram direito a porco no espeto, ensopado de borrego, sopa de peixe, caldo verde, arroz de feijão, arroz de cenoura, febras, entremeadas e costeletas. A terminar o dia, uma sardinhada.

A organização pediu bom tempo e boa disposição para haver animação. E foram também estes ingredientes “extra” que fizeram deste convívio um dia de união entre os vários desportistas.
 
António Lopes, 86 anos
Sou do Belenenses por opção própria" 
 

Nasceu na Mouraria em Lisboa e foi baptizado na Srª da Saúde. Mas quis o destino que viesse a conhecer Vila do Paço, aldeia de onde é natural a sua esposa.

António Lopes tem 86 anos e era o único adepto do Belenenses presente neste convívio. “O meu marido quase que nasceu na mercearia, porque a sua mãe mal teve tempo de subir as escadas até ao 1º andar para o dar à luz”, contou ao «Fruto da Notícia», a sua esposa.

António Lopes, esteve 4 anos na tropa em Cabo Verde e fez parte do Batalhão de Infantaria nº 11.

A sua actividade profissional exerceu-a na Mouraria e mais tarde como chefe de pessoal no “Jumbo”.

Actualmente já reformado, divide o tempo entre Lisboa e Vila do Paço: um mês na aldeia e 15 dias na capital perto do aeroporto.

O seu amor ao Belenenses já vem desde pequeno, porque foi lá que começou a jogar futebol. “Fui campeão nacional de juniores do Belenenses”, referiu ao nosso jornal. “E foi por opção própria que escolhi o Belenenses. O meu pai até era contra o futebol, gostava mais de touradas”, adiantou ainda.

À pergunta, “Como é que se sente um adepto do Belenenses, no meio de tantos sportinguistas e benfiquistas?”, respondeu: “Eu sinto-me bem em qualquer lado, desde que esteja bem integrado”.

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Jornal « Fruto da Notícia »
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