Uma outeirense na Festa dos Tabuleiros em Tomar

 Uma outeirense na Festa dos Tabuleiros em Tomar
 

Julieta Cristina Vieira Sousa de 43 anos é natural de Outeiro Pequeno, mas reside na freguesia de Stª. Maria dos Olivais em Tomar. Participou este ano pela primeira vez na Festa dos Tabuleiros levando um tabuleiro à cabeça. Foi a concretização de um sonho que já tinha há alguns anos.

Julieta gosta muito da festa dos Tabuleiros em Tomar. As noites antecedentes, com a cidade toda enfeitada de muitas cores e luzes e as pessoas a treinarem nas ruas num grande convívio, dão vida e alegria à cidade.

Mas a festa vivida por dentro tem uma intensidade muito superior, conforme nos contou, já depois de ter participado com o tabuleiro.

E foi a gravidez de uma colega, a Sónia, que possibilitou à Julieta levar o tabuleiro. O convite foi feito de forma inesperada cerca de 15 dias antes da festa, pela Sónia e pelo Mário, que assim, deram à Julieta a possibilidade de viver a festa por dentro.

A festa estava próxima e Julieta iria entrar de férias 3 dias depois. Mas rapidamente, tratou de efectuar os preparativos: era necessário arranjar o fato e o calçado, porque o tabuleiro, esse viria da Junta da Freguesia. Como pretendia ficar com o vestido com que iria participar, pediu a Maria do Céu Pereira, de Outeiro Pequeno que lhe fizesse o vestido. E assim foi.

Julieta não abdicava de ter um par já experiente para se sentir mais à vontade. É que existem normas a obedecer durante o cortejo e não arriscaria a retirar o brilho à festa, com algum contratempo que pudesse surgir durante o cortejo.

O par da Julieta foi o Mário, um veterano que conta já com 4 participações no evento.

Julieta teve pouco tempo para treinar. Pedro Sousa, o marido, conseguiu arranjar um tabuleiro já velho. E foi com algumas peças de calçada colocadas dentro deste para fazer peso, que Julieta começou a treinar em Outeiro Pequeno.

Só poucos dias antes do desfile é que teve o tabuleiro com que iria participar na festa.

O tabuleiro estava ornamentado com flores em papel: papoilas vermelhas e margaridas brancas. Continha ainda espigas do trigo. Em seu redor 5 canas com 6 pães cada. No total 30 pães com 400 gramas cada. No cimo do tabuleiro, uma coroa com rebordo final trabalhada com a cruz dos Templários.

O vermelho das papoilas era a cor predominante do tabuleiro, o que indicava a cor da fita do vestido, a fita da rodilha e a gravata do par.

Julieta Vieira e Mª Céu Pereira

O primeiro impacto de colocar o tabuleiro à cabeça ocorreu no sábado, dia do desfile parcial. Estava integrada no cortejo da freguesia de Stª. Maria dos Oliviais, freguesia que desfilou em primeiro lugar e que era composta por 180 tabuleiros. A primeira sensação foi de que não iria conseguir levá-lo até ao fim. Mas, encheu-se de coragem e pensou para consigo: “Se as outras todas levam, porque é que eu não hei-de conseguir levar?…”

Nos primeiros minutos fartou-se de abanar com o tabuleiro à cabeça mas depois tudo passou.

No grande dia do desfile, tudo correu bem, à excepção da ventania que se fez sentir com maior incidência quando passou na Alameda Um de Março. É que não é fácil segurar um tabuleiro com 16 quilos e quase dois metros de altura. Todos reconheceram o esforço que as participantes efectuaram ao passarem por aquela zona. Valeu-lhes os parceiros ao lado, pois caso contrário ninguém conseguia segurar o tabuleiro à cabeça. “O vento era forte e naquela zona, o desfile perdeu a beleza, o vento empurrava os participantes e o tabuleiro. Caminhar em fila foi impossível, e naquela zona o desfile perdeu a sua beleza, porque as mulheres balançavam na tentativa de segurar o tabuleiro. As copas das árvores dobravam.”

Julieta teve a sorte do par já ser veterano. “Ele olhava para as árvores, e quando começava a ver os ramos a abanar mais forte lá vinha ele com as mãos a auxiliar”. Apesar do vento, Julieta só precisou de pedir ajuda ao Mário duas vezes, durante o percurso de cerca de 5 quilómetros que demorou algumas horas.

“Durante o trajecto estávamos sempre a parar o que aumentava a dificuldade em segurar o tabuleiro. Difícil também é irmos a andar e termos de parar bruscamente, pois podemos tocar no tabuleiro que vai à frente”.

No dia do desfile para além do peso do tabuleiro havia ainda a acrescer o peso da responsabilidade e o medo sempre presente de deixar cair o tabuleiro e de possivelmente tocar nos outros, estragando o desfile.

A elevação do tabuleiro em simultâneo com todos os outros ocorreu ao som das badaladas na Praça da República, sendo este um dos grandes momentos da festa. Também aí tudo correu bem, com a ajuda do Mário.

Terminado o desfile garantiu: “Daqui a 4 anos estou cá outra vez. Porque quem leva o tabuleiro e gosta da festa, quer sempre repetir”.

 

Também a sua filha, Ana Rita já participou na festa há 4 anos atrás (ver foto na pág.20). Integrou o Cortejo dos Rapazes, o qual ocorre no domingo anterior ao grande desfile.
 
FESTA DOS TABULEIROS EM TOMAR
 

O «Fruto da Notícia» esteve presente em alguns momentos da Festa dos Tabuleiros de 2007.

Ana Rita, participou no Cortejo dos Rapazes há 4 anos atrás.

Acompanhámos a abertura das ruas ornamentadas, na noite de sexta-feira. A cidade estava toda engalanada, com milhões de flores de papel de todas as cores e feitios, um trabalho elaborado pelos moradores das respectivas ruas. Cada rua tem a sua decoração e a sua história. O trabalho começa cerca de 6 meses antes, devido à grande quantidade de flores que é necessário confeccionar manualmente.

A Festa dos Tabuleiros é, essencialmente, uma festa de cor e movimento. E a ornamentação das suas ruas é a forma mais característica da população mostrar a alegria pela realização da festa. A maioria das ruas ornamentadas, encontram-se no centro histórico, local onde é bem visível o bairrismo.

Centenas de pessoas despendem milhares de horas de trabalho para apresentar o trabalho final. A ornamentação é da autoria dos respectivos habitantes que ali habitam e o segredo é sempre mantido até à data da abertura oficial das ruas aos visitantes. No final da festa as ruas são premiadas.

A multiplicidade de cores e enfeites, com o brilho das luzes nocturnas, proporcionam à cidade uma vivacidade e alegria contagiosa que se repete de 4 em 4 anos. É difícil eleger a rua mais bonita, devido à variedade e singularidade de cada uma.

Já no domingo anterior também estivemos presentes no cortejo dos rapazes.

Alguns milhares de crianças saíram em desfile da Mata dos Sete Montes e percorreram algumas ruas até à Praça da República.

Milhares de pessoas enchiam por completo os passeios laterais na ânsia de ver passar o cortejo, com as raparigas de tabuleiros à cabeça e ao lado os rapazes.

Foi em 1991 que se retomou este cortejo, tradição que estava suspensa desde 1892. O Cortejo dos rapazes foi a solução mais adequada para que as crianças dos jardins-de-infância e escolas básicas do concelho, participassem na festa, uma vez que não podiam desfilar no grande cortejo dos tabuleiros.

Tudo é feito como se se tratasse do Cortejo dos tabuleiros dos «adultos». As crianças levam os trajes de tradição: as meninas vestidas de branco com uma fita de cor à cintura e à tiracolo, sogra ou rodilha e transportam o tabuleiro que terá a sua altura. Os rapazes trajam calça preta, cinta preta, barrete preto no ombro, camisa branca e gravata da cor da fita da menina. A alegria e o entusiasmo foi tanta que cada ano que passa estão envolvidas mais crianças.
 
ORIGEM DA FESTA DOS TABULEIROS

A tradicional Festa dos Tabuleiros em Tomar realiza-se de quatro em quatro anos no princípio de Julho, e traz à cidade muitos turistas nacionais e estrangeiros. É uma das manifestações culturais e religiosas mais antigas de Portugal. Segundo os investigadores a sua origem encontra-se nas festas de colheitas à deusa Ceres. A sua cristianização deve-se à Rainha Santa Isabel que lançou as bases do que seria a Congregação do Espírito Santo, movimento de solidariedade cristã que em muitos lugares do reino absorveu as primitivas festas pagãs.

Esta Festa de «Acção de Graças» e de oferendas manteve as suas características inalteráveis até ao século XVII. Algumas das alterações que foram surgindo justificam-se no sentido de conferir uma maior grandiosidade a esta Festa.

Origem da Festa dos Tabuleiros

No adorno dos Tabuleiros, das casas e das ruas, encontramos flores, o pão e as espigas de trigo que são elementos típicos das antigas e tradicionais festas das colheitas. Na Festa dos Tabuleiros para além do tradicional Cortejo, realiza-se também o Cortejo dos Rapazes, o Cortejo do Mordomo, os Cortejos Parciais, as ruas ornamentadas pela população, os Arraiais e os Jogos Populares e a Pêza, tudo isto ao longo de três dias. No ano que se realiza a Festa dos Tabuleiros, as cerimonias só têm início no Domingo de Páscoa ou dia da Ressurreição. As cerimónias iniciam com a saída das Coroas e Pendões acompanhados com fogueteiros e músicos. As Coroas e os Pendões são respeitantes a todas as 16 freguesias do concelho de Tomar. O Cortejo dos Rapazes realiza-se no Domingo antes do Grande Cortejo e só participam crianças. O Cortejo do Mordomo antigamente chamado Cortejo dos Bois do Espírito Santo, realiza-se na sexta-feira antes do Grande Cortejo. Este Cortejo integra parelhas de bois à cabeça e um conjunto de carruagens e cavaleiros. As ruas da cidade são ornamentadas pelos populares e no fim é realizado uma eleição, na qual são contempladas as ruas com melhores decorações. O Grande Cortejo realiza-se ao Domingo, as janelas da cidade são decoradas com as vistosas colchas para receberem a passagem dos tabuleiros.

A principal característica da Festa dos Tabuleiros é o Desfile ou Procissão, com um número variável de tabuleiros, em que estão representadas as dezasseis freguesias do concelho. Esta procissão de dignidade, cor, brilho e emoção percorre as principais ruas da cidade, num percurso de cerca de 5 Km, com milhares de visitantes nas ruas e uma chuva de pétalas que de forma entusiástica é lançada sobre o Cortejo.

O Cortejo começa sempre com os fogueteiros que se trajam de branco e uma faixa encarnada, seguem-se os gaiteiros e as bandas. Por ordem a seguir aos músicos vem o Pendão do Espírito Santo conduzido pelo Presidente da Câmara, seguidamente os convidados de honra que transportam três Coroas e por fim Pendões e Coroas de todas as freguesias bem como os respectivos Tabuleiros devidamente ornamentados e conduzidos por pares. Os pares que levam os Tabuleiros, elas vão trajadas de branco com uma fita colorida a cruzar o peito e levam na cabeça os Tabuleiros, eles vão trajados com uma camisa branca com as mangas arregaçadas, calças escuras, barrete ao ombro e a gravata tem que ser da cor da fita da rapariga. O Tabuleiro tradicional tem que ter a altura da rapariga que o leva e é decorado com flores de papel, espigas de trigo, 30 pães de 400g cada enfiadas em canas que saem de um cesto de vime decorado com um pano branco bordado. No topo do Tabuleiro leva a Cruz de Cristo ou a Pomba do Espírito Santo.

Na parte final do cortejo seguem carros decorados puxados por bois transportando pão, carne e vinho.

Como afirmava o saudoso Dr. Fernando Araújo Ferreira «o tabuleiro é um hino de cor. Um poema nascido da arte popular tomarense. Das mãos e inspiração do seu povo. Obedecendo a regras tradicionais, é ele que o arma, é ele que o ornamenta. De gerações em gerações passou o jeito, a herança bonita. O Tabuleiro é uma oferta de pão, por isso o pão deve ficar à vista, a ornamentação pertence ao gosto de quem o decora, com flores de papel e verdura se for caso disso. O Cortejo vive e encanta pela variedade de cores e ornamentações.»

Não resistimos a transcrever algumas das palavras do Dr. Manuel Guimarães, historiador, que traduzem a emoção que percorre quem vai no Cortejo e quem assiste à sua passagem: «As raparigas, figuras principais, desfilam em duas longas filas ao lado dos seus ajudantes (os rapazes) que seguem do lado de dentro mas sempre atentos às companheiras. Dirigem-se à Praça da República onde o Cortejo enrola harmoniosamente até preencher sem sobressaltos a placa central. Um representante da Igreja vem à Praça, paramentado, dar a bênção aos Tabuleiros. Depois, a um sinal do sino, é a elevação, um momento inesquecível. Uma moldura humana impressionante, aplaude comovida este momento mágico, único, pela sua grandiosidade, simbolismo e beleza, único na nossa arte e na nossa cultura.»

No dia a seguir ao Grande Cortejo é tradição distribuir o pão, a carne e o vinho (benzidos no dia anterior), pelos mais necessitados do concelho. É denominada de Pêza.

 

Santa Isabel de Portugal, esposa de D. Dinis e rainha de Portugal, nasceu em Saragoça em 1271. Era filha de Pedro III, o Grande, neta de Jaime, o conquistador, e sobrinha neta de Santa Isabel da Hungria. Desde menina foi muito inclinada à piedade.

Desde cedo chegaram as embaixadas pedindo a mão de Isabel, devido à sua beleza e à riqueza da Casa de Aragão. Seu pai decidiu-se pelo jovem rei de Portugal, D. Dinis, mas a Isabel parecia não entusiasmar o matrimónio. Era quase uma criança; tinha apenas 12 anos. D. Isabel saiu de Saragoça e chegou a Bragança, encantando com as suas virtudes, o seu sorriso, a sua vida espiritual e generosidade.
No meio do palácio, vivia com o fervor de uma monja: ouvia missa, rezava o breviário, jejuava, passava noites em oração.

O amor aos pobres não diminuía o amor ao marido, auxiliando-o nos seus empreendimentos, visitas pelo reino, conseguindo que dominasse os seus impulsos.

D. Dinis amava a esposa, mas era namoradeiro, um trovador, um galanteador. Às vezes os cortesãos acusavam-no, diante da esposa, das infidelidades, mas Isabel calava-se, refugiando-se na capela a rezar. Levou para a corte e criou os filhos bastardos de D. Dinis.

O filho legítimo mais velho revoltou-se contra o pai. Rebentou a guerra civil. Isabel chorava. Amava o seu filho, mas também era uma esposa fiel. Quando pai e filho iam entrar na batalha, Isabel apresentou-se no campo de batalha montada num cavalo branco desfraldando um estandarte com o sinal da cruz. Este gesto desconcertou pai e filho que se abraçaram e assinaram a paz.

Dois anos depois reacenderam-se as hostilidades. Isabel foi feita prisioneira na fortaleza de Alenquer onde rezava e sofria. Novamente se apresentou na batalha conseguindo a reconciliação.

Quando o rei D. Dinis morreu, em 1325, diante do cadáver, Isabel vestiu o hábito da Ordem Terceira de S. Francisco, começando uma vida contemplativa consagrada a Deus, aos pobres e aos doentes. Fez-se peregrina. Ao chegar a Compostela, diante do apóstolo, depôs todas as suas insígnias reais.

Faleceu a 4 de Julho de 1336, enquanto intermediava uma acção de paz em Estremoz. Inumeráveis foram os milagres obtidos junto ao seu corpo, que permanecia surpreendentemente incorruptível e exalava um bálsamo odorífico.

Isabel foi muito piedosa e passou grande parte do seu tempo em oração e ajuda aos pobres. Por isso mesmo, ainda em vida começou a gozar da reputação de santa, tendo esta fama aumentado após a sua morte. Foi beatificada pelo Papa Leão X em 1516.

O processo de canonização não foi fácil. Apesar dos múltiplos pedidos e de vários representantes junto do Papa Urbano VIII, este havia declarado no início do seu pontificado de que não haveria de canonizar nenhum santo, porque iniciou um período reformador, em que o sistema de admissão de novos santos teria que obedecer a um minucioso e cauto processo.

No entanto, o Papa ficou gravemente doente, com febres malignas e já quase sem esperança de vida, lembrou-se da rainha de Portugal. Tanto se falava do seu amor pelos doentes, do seu incansável zelo por lhes curar o corpo e alma… Encomendou-se a ela o Papa também, esquecendo-se da sua prudente reserva para com os justos de Deus. E no dia seguinte amanheceu bom, sem nenhum risco de vida! Tão comovido ficou por ver a bondade da sua protectora que mudou o seu parecer. E assim, canonizou por uma especial excepção, a rainha de Portugal a 25 de Maio de 1625. Nem antes nem depois, nos 21 anos do seu pontificado, Urbano VIII canonizou qualquer outro santo!

Antigamente havia a tradição do Bodo, que era uma confraternização entre todos os que se quisessem associar, comia-se a carne e o pão dos Tabuleiros. Actualmente mantêm-se esta tradição, mas numa vertente solidária.

 
COMO SE FAZ UM TABULEIRO ?
 

A base do tabuleiro é um cesto de vime ou verga. Este deve ser colocado de molho 12 horas antes. Aparam-se as pontas das canas para poderem entrar melhor no entrançado do cesto. As canas flexíveis e resistentes, colhidas próximo da maturação, são espetadas no cesto a igual distância. Depois com o cesto já seco vão ficar mais firmes.

Colocadas as canas, é espetado o 1º pão. Ao todo são 30 pães de 400 gramas, tipo "tabuleiros", alongados e roliços, com cintura que têm que ser colocadas em 5 ou 6 canas. Depois de todos os pães colocados é colocada no alto a coroa encimada pela Cruz ou pela pomba, símbolo do Espírito Santo. Ata-se a coroa às canas.

Seguidamente procede-se à travagem de pão a pão. Depois de concluída a travagem e pontas das canas que sobressaem já cortadas, coloca-se arame grosso, desde a coroa ao cesto, passando pelo cruzamento das canas de travagem. Este arame é dispensável se a travagem pão a pão ficar bem firme.

Seguidamente ornamenta-se a coroa. Esta tanto pode ser enfeitada com papel, a condizer com a ornamentação geral do tabuleiro, como pintada a dourado ou a prateado.

Preparam-se e colocam-se os raminhos de flores de papel, verdura e espigas de trigo.

Depois de totalmente ornamentado, coloca-se a toalha de pano branco e bordada a envolver o cesto.O tabuleiro deve sempre ter a altura da rapariga que o transporta.

 

 
 

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