Procissão de S. João Baptista com cortejo de oferendas superou todas as expectativas

 Procissão de S. João Baptista com cortejo de oferendas superou todas as expectativas
 

No dia 24 de Junho, data em que a Igreja Católica assinala a festa do nascimento de S. João Baptista, a comunidade de Outeiro Pequeno festejou o seu santo padroeiro. Não se realizou a tradicional festa popular, mas somente a celebração da eucaristia e procissão.

O dia era de festa e a capela estava engalanada com lindas flores que emanavam perfume.

A celebração teve início às 16 horas e foi presidida pelo pároco António José Barreleiro.

Na homilia, o sacerdote analisou a vida de S. João Baptista, “uma figura um pouco polémica, enigmática e bastante incompreendida”. Quanto ao seu carácter psicológico referiu ser “um homem com poucos amigos, uma figura extravagante, a tal ponto que se nós hoje o conhecêssemos, seria uma pessoa que seria colocada à margem porque não se enquadrava nos esquemas sociais actuais”.

Nasceu de pais já idosos e por intervenção divina. Estava destinado a ser o precursor de Jesus.

“Levou uma vida extravagante e nada fácil. Era um homem com muita garra e que dizia as coisas. A sua morte foi devida a se ter insurgido contra o rei por este andar com a mulher do irmão. Utilizou uma linguagem muito agressiva, com o objectivo de converter as pessoas. O seu fim foi ser mártir”.

O seu modo de vida questiona-nos também hoje: “Gostamos do mar calmo e perdemos a nossa relação com Deus, que deveria ser à semelhança da vida de S. João. Às vezes para não sermos desagradáveis com as pessoas, acabamos por não ser transparentes. Ora, a frontalidade, a entrega e o amor a Deus são características deste santo”.

A terminar a homilia, o Pe. António fez referência à procissão que se iria realizar: “Como forma de agradecimento, vamos realizar uma procissão a pedir que ele nos proteja, que esteja atento e vigilante. Peçamos nesta eucaristia que a todos nos ilumine a sermos à imagem do que foi S. João Baptista, de modo a que cada um cultive o seu amor por este santo. A melhor forma de estar mais próximo de Deus, passa pela frontalidade à semelhança do que fez e foi a vida de S. João Baptista”.

 

Após a eucaristia, realizou-se a procissão até à escola. À frente a cruz de Cristo ladeada por duas lanternas. Um pouco depois o estandarte do padroeiro, cujos cordões eram seguros por 4 crianças vestidas de anjinhos.

Seguiu-se um grande cortejo de oferendas, com várias fogaças oferecidas pelos habitantes, as quais eram transportadas em ombros, à cabeça e nas mãos. A maior de todas pertenceu à comunidade dos Tojais, a qual englobava as várias dádivas dos habitantes daquele lugar. O conteúdo das várias fogaças era muito diversificado, desde frangos assados, coelhos, leitões, produtos de charcutaria, doces, bolos, bebidas, panos bordados, flores e até um borrego vivo.

Seguidamente, seguiam os andores de Nossa Senhora e de S. João Baptista, devidamente enfeitados com verdura e flores brancas e vermelhas. Atrás dos andores, seguia o pároco e o restante povo participante. Durante o percurso foram entoados cânticos religiosos e recitadas algumas dezenas do terço.

Nas ruas eram observadas algumas colchas às janelas e verdura espalhada pelo chão.

Finda a procissão, teve lugar no largo de S. João junto à colectividade, o leilão das fogaças. Várias dezenas de pessoas encheram o largo e assistiram ao leilão. Luís Morgado teve a tarefa de conduzir o leilão. Para o efeito, escolheu um ponto mais elevado, a escadaria da colectividade, para apresentar as fogaças, anunciando o seu valor mínimo, ao qual o público presente foi acrescentando alguns euros. O regatear dos lanços fez subir e muito os valores reais das fogaças. Luís Morgado, lá ia subindo os degraus da escadaria à medida que o valor aumentava.

Entre as inúmeras fogaças que foram leiloadas, podemos observar dois frangos assados a serem arrematados por 50 euros, duas dúzias de bolinhos de amêndoa por 57 euros, dois leitões assados a renderem 250 e 350 euros respectivamente. A fogaça dos Tojais foi adquirida por 250 euros, por elementos da comunidade que a ofereceu. O borrego vivo foi adquirido por 100 euros.

 

Já foi instalado no passado dia 22 de Junho, o relógio computorizado na torre da capela de Outeiro Pequeno. Toca horas e meias horas até às 22 horas. Apesar do som ser baixo devido ao pequeno tamanho do sino existente, e do batente ter sido colocado do lado de fora, espera-se que a chegada do novo sino venha solucionar o problema, tornando o som bem audível. No caso do novo sino não resolver a questão, terá que ser instalado um amplificador de som.

 

Há mais de 30 anos que não era efectuado nenhum cortejo de oferendas na aldeia. Esta iniciativa superou todas as expectativas iniciais e foi bem acolhida por toda a população.

No total foram leiloadas 38 fogaças que renderam 2.242 euros. O peditório que foi realizado junto da população residente e a quem reside fora, ultrapassou os 4.000 euros. A comissão está a aguardar pelos donativos prometidos e ainda não entregues, de modo a poder apresentar as contas finais. Recorde-se este a iniciativa do cortejo de oferendas e do peditório teve por objectivo a angariação de receitas para a aquisição do equipamento computorizado para a torre da capela e de um novo sino.

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