Pe. Mario Taglialatela celebrou missa nova na Paróquia de Assentis

 Pe. Mario Taglialatela celebrou missa nova na Paróquia de Assentis
 

A Paróquia de Assentis acolheu na tarde do dia 22 de Julho, o Pe. Mario Taglialatela para a missa nova, depois da sua ordenação que ocorreu na Igreja de Santa Clara em Santarém no dia 15 de Julho. Mario é de nacionalidade italiana mas efectuou os seus estudos de preparação para o sacerdócio em Portugal. O último ano esteve a estagiar ao fim-de-semana na Paróquia de Assentis.

A missa nova foi celebrada no adro da Igreja Paroquial de Assentis em Casais da Igreja, onde estiveram presentes os sacerdotes Pe. António José Barreleiro, de Assentis e o Pe. António Vicente da Paróquia da Sagrada Família do Entroncamento que acompanhou o Mario desde o início.

 

As leituras bíblicas do dia estavam todas relacionadas com o acolhimento. E foi esse o tema abordado pelo Pe. Mario na homilia que proferiu:

“Por vezes por detrás das pessoas que acolhemos esconde-se um mistério. É Deus que passa. O amor quer morar dentro de uma casa. É o amor de Deus que vem visitar-nos, na hora de maior solidão, que é à tarde quando faz mais calor.

E como é que nós recebemos Deus que nos visita? O Evangelho de hoje fala de Maria e de Marta. Esta andava inquieta de um lado para outro, ao passo que Maria sentou-se e bebeu das palavras de Jesus.

O acolhimento necessita de uma predisposição interior para o silêncio e oração. O Senhor mais do que receber quer dar. E Marta não estava a acolher dentro de si o Senhor.

Muitas vezes acolhemos o estrangeiro, aquele que está ao nosso lado. Mas às vezes, no nosso coração não há espaço livre.

O amor quer dar-se continuamente. Marta andava agitada. O seu coração andava desejoso de qualquer coisa, mas não sabe qual. Jesus não diz que Marta estava a fazer algo de mau, mas que precisava de acolher. Maria sabe que com a presença do Senhor o seu coração está preenchido.

Muitas vezes não conseguimos ouvir Deus. Será que fazemos espaço, dando um pouco do espaço do nosso coração aos outros?

Fazer acolhimento é criar espaço para acolher o outro. Quem se apaixona torna-se igual ao outro a quem ama.

Também o sacerdote corre o risco de fazer muitas coisas e tornar-se árido. É necessário criar espaço para rezar e no silêncio ouvir a voz do Senhor.

O meu propósito é que nunca deixe de ter calma, de ouvir a presença de Deus para o poder transmitir aos outros.

As leituras de hoje falam do acolhimento. Também hoje me

sinto acolhido nesta freguesia de Assentis.

Abraão conseguiu acolher Deus no meio da solidão. Acolher tem a promessa de um fruto e Abraão recebeu a promessa de um filho.

Também nós, se soubermos acolher, receberemos os frutos.”

 

A celebração contou com a presença de alguns familiares do Pe. Mário, entre os quais a mãe, irmão, cunhada, sobrinhos e tio.

O coro foi regido pelo Ricardo Pinto e contou com elementos da Paróquia de Assentis e do Entroncamento que quiseram associar-se a este momento celebrativo.

Na parte final, alguns momentos para os agradecimentos.

O Pe. Vicente foi o interlocutor da mãe do Mario, que a seu pedido agradeceu o muito que a Paróquia de Assentis prestou ao seu filho, dizendo que são todos muito generosos, acolhedores e simpáticos. Como mãe disse sentir no seu coração, o quanto estimam o seu filho.

O Vice-Reitor do Seminário de Almada referiu ao jornal da Diocese de Santarém, «Porta do Sol» que “o Mário foi uma bênção de Deus para aquele seminário. É um jovem extremamente dinâmico, com um temperamento muito forte. Ele puxava pelos colegas. Por outro lado, foi interessante estar e conviver com uma pessoa que tem uma cultura diferente. Foi muito boa a passagem do Mario por aqui. Criámos uma grande cumplicidade. Contagiou-nos com a sua simpatia, com a sua alegria de viver. Uma alegria que tem a ver com o seu desprendimento. Ele confiou!”

O Pe. Mário referiu ter sido uma experiência agradável e muito enriquecedora pelo que vai recordar tudo o que com ele partilharam. Ao Pe. António agradeceu com muita emoção, a caminhada que partilharam em comum. Disse ter aprendido a brincar e a desinibir-se, pelo que leva muitas saudades. Agradeceu ainda ao Presidente da Câmara de Torres Novas e ao Presidente da Freguesia de Assentis ali presentes,a amizade e o acolhimento demonstrado.

O Pe. António José agradeceu a presença de todos e a quantos se esforçaram e trabalharam para que a celebração corresse bem. Agradeceu à Câmara pela colocação do palco, aparelhagem sonora e cadeiras. Referiu-se ainda ao Mario pelos momentos partilhados juntos ao longo do ano que passou na freguesia.

O Presidente da Câmara, António Rodrigues, disse ter vivido naquele dia um dos momentos mais bonitos desde que é autarca, porque nos dias de hoje é difícil encontrar jovens que deixam o seu país para se dedicarem a outros.

 

O dia era de festa e o convívio continuou com um lanche partilhado onde não faltou um porco no espeto.

O Pe. Mário vai ficar no concelho de Torres Novas, mais precisamente, na freguesia do Pedrógão.
 
 
 

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