Iria Rosa Inocêncio

IRIA ROSA INOCÊNCIO – O que é feito de si ?
 

Iria Rosa Inocêncio é natural de Outeiro Pequeno onde nasceu há 78 anos no dia 4 de Maio de 1928. Manuel Inocêncio Ferreira e Guilhermina Rosa foram os seus pais e os irmãos são Diamantino Ferreira, António Ferreira, Manuel Ferreira, Francisco Ferreira e Daniel Ferreira. A pequena casa onde nasceu foi doada pela família ao povo de Outeiro Pequeno onde hoje funciona uma sala para catequese (1º andar) e uma cozinha c/ forno a lenha (no rés-do-chão).

Há 44 anos que Iria reside em Torres Novas com o marido Joaquim Sousa Bento, seu primo direito também outeirense. Iria casou aos 21 anos na Igreja Paroquial em Casais da Igreja. Durante alguns anos residiu em Outeiro Pequeno, na habitação anexa à casa onde nasceu. Foi cá que nasceram os filhos: Antonieta, hoje com 56 anos e professora do Ensino Básico aposentada há 1 ano e o filho Manuel Ferreira Bento, que tem actualmente 51 anos e é vendedor de carros e camiões. Iria já tem 5 netos, 1 bisneto e uma filha “emprestada”, a Paula (43 anos) que ajudou a criar, fruto de uma relação extraconjugal do marido.

Este foi negociante de sucatas e de peças mas também chegou a andar de bicicleta para negociar em borras e azeite.

Antes de casar, dos 16 aos 20 anos, Iria esteve em Santarém em casa do irmão Daniel de modo a poder tirar o curso de Corte e Costura. No entanto, depois de casada foi doméstica a tempo inteiro.

As recordações de infância em Outeiro pequeno já são fracas porque “nunca me deixavam sair para lado nenhum”, refere Iria. “Ao lado da minha casa ficava a casa da Gracinda (hoje é a colectividade). Ela era um ano mais nova do que eu. Se eu lá ia, pouco depois chegava a minha mãe a chamar-me”. Não teve brincadeiras e aos bailaricos também não podia ir, porque não a deixavam. Como era a menina mais nova, estava constantemente a ser controlada pelos irmãos.

Nem depois de casada podia ir aos bailes. “O meu marido tinha uma grafonola. Era na casa que hoje pertence a António Simões Ferreira e Maria Luísa Neves Ferreira que ele e algumas raparigas se juntavam para dançar. O meu marido não me deixava ir porque ele queria dançar com elas.”

 

O tempo do namoro foi à janela: “Ele do lado de fora e eu do lado de dentro. E éramos primos direitos… Recordo-me de uma vez estarmos calados porque não tínhamos nada para dizer. A minha mãe foi ao postigo e como não nos ouvia a dizer nada, fartou-se de ralhar comigo depois de ele ir embora, argumentando que se não estávamos a falar era porque eu estava a beijá-lo. Fiquei tão envergonhada da minha mãe me dizer aquilo que nunca mais me esqueci.”

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