Faleceu Júlio das Neves Gaveta

JÚLIO  DAS  NEVES  GAVETA  (1918 – 2006)

Júlio das Neves Gaveta nasceu a 19 de Novembro de 1918 e faleceu aos 87 anos na manhã do dia 18 de Junho.

O seu pai, natural da Rexaldia, veio trabalhar para o Outeiro Pequeno por conta do bisavô de José Gonçalves. Por cá acabou por constituir família ao casar com Maria do Rosário, depois chamada de Maria das Neves Gaveta. Mas com apenas 40 anos de idade, Manuel das Neves Gaveta  faleceu vítima de doença. Júlio das Neves Gaveta tinha apenas um ano de idade quando perdeu o pai. Quando era criança não teve brinquedos, conforme referiu há 2 anos ao «Fruto da Notícia» (Edição nº 31- Março 2004): “Nunca tive nenhum. Andei descalço até aos 12 anos. A minha mãe depois lá arranjou uns sapatitos de borracha cosidos com uma agulha qualquer, para eu não andar com os pés no chão…”

A vida de Júlio Gaveta foi marcada pela labuta diária. Só teve um patrão – o sr. Francisco Pereira. Com ele percorreu os mercados a comprar sucata e depois a transportá-la para a aldeia e daqui, para outros pontos do país. Para além da sucata, durante muitos anos, o negócio do trapo também foi rentável e deu trabalho a muitas mulheres da aldeia que efectuavam a escolha e selecção dos diversos tipos de tecidos, cujo destino final era a revenda para a Covilhã.

Júlio Gaveta foi condutor de mulas durante mais de 30 anos. E foram muitas as toneladas de materiais negociados que lhe passaram pelas mãos e costas, porque antigamente tudo era carregado e descarregado à mão, sem a ajuda de máquinas.

Uma vida repleta de histórias do passado que com a maior das facilidades lhe afluíam à memória: “Por vezes estou em casa e começo a pensar em tudo aquilo por que passei ao longo destes anos…”, contou há 2 anos ao nosso jornal.

“Apareci velho sem sentir…” disse ainda.

A partir do final de Fevereiro do corrente ano, a doença começou a dar sinais de alerta, tendo recebido por várias vezes tratamento hospitalar.

Júlio das Neves Gaveta casou com Emília de Sousa e tiveram 7 filhos: Maria do Rosário de Sousa Gaveta, Emília do Rosário de Sousa Gaveta, Américo de Sousa das Neves Gaveta (falecido em 2005), Manuel de Sousa Gaveta, João Júlio de Sousa Gaveta, Júlio de Sousa Gaveta e Maria de Fátima Sousa Gaveta.

Era o homem mais idoso da aldeia.

O «Fruto da Notícia» apresenta os sentidos pêsames a toda a família

.

 

Há imagens que ficam gravadas na nossa memória. Uma delas que acabou por ficar também no nosso arquivo fotográfico é a que se encontra ao lado: Júlio Gaveta e a esposa Emília de Sousa caminhando de mãos dadas.

Sempre que caminhavam pelas ruas da aldeia, era assim, de mãos dadas que todos os viam passar.

 

 ETERNA  SAUDADE

O nosso avô e bisavô já não está connosco. Vai ser difícil nos acostumarmos com tal ausência, pois alguém assim querido jamais poderia ter-nos deixado de maneira tão precoce e abrupta. Mas o nosso único consolo é a certeza de que Deus lhe reservou uma eternidade de paz e conforto.

O nosso ente querido será motivo da maior saudade. A lacuna aberta nos nossos corações deve-nos guiar no caminho da reflexão, no sentido de buscarmos sempre as melhores atitudes para com o próximo, pensando no significado de cada um dos nossos actos e no reflexo que as nossas atitudes e palavras podem ter sobre a vida de terceiros.

O súbito desaparecimento do nosso avô e bisavô deve-nos fazer lembrar do quanto somos frágeis, do quanto efémera é a existência humana e do que devemos fazer para que esta nossa breve passagem sobre a terra seja marcada apenas por gestos nobres, belos e generosos.

Perdemos um avô e bisavô alegre e doce, mas que vai permanecer para sempre nas nossas memórias. A nossa família perdeu o membro mais querido, pois ele sonhava com um futuro mais justo e dadivoso para todos.

Que Deus o acolha com o Seu manto de luz e bondade, e que tenhamos o privilégio de herdarmos um pouco da energia e dos bons sentimentos que sempre habitaram o coração do nosso inesquecível avô e bisavô.

Apesar de já não estares entre nós gostaríamos de ter pedir perdão por não estarmos presentes no teu último adeus. A flor preferida no nosso avô e bisavô são os netos e bisnetos.

 

Benvinda, José Carlos e Verónica – Luxemburgo

 

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