Outeiro Pequeno é uma atracção fatal

António Narciso tem 80 anos, nasceu perto do Santuário de Nª. Srª. de Lourdes e reside em Outeiro Grande. Joaquim de Sousa Taxa tem 61 anos, é natural de Outeiro Pequeno e reside em Torres Novas. Apesar das diferenças, estes dois homens possuem uma particularidade em comum – ambos marcam presença assídua na localidade de Outeiro Pequeno e no entanto, nem têm cá casa.

O «Fruto da Notícia» foi saber as razões de tão grande atracção pela aldeia de Outeiro Pequeno.

 

António Narciso, conhecido por António “Simão” completou 80 anos no passado dia 27 de Março. Herdou o nome “Simão” do seu pai e hoje, por todos assim é conhecido. A ligação à aldeia de Outeiro Pequeno já vem de há muitos anos: “Ainda era solteiro e já caminhava todos os dias para o Outeiro Pequeno”. E foi cá que  encontrou a Maria Augusta, sua futura esposa. A ligação à aldeia ficou ainda mais forte. Do casamento nasceram dois filhos que nasceram em Outeiro Pequeno: Carlos (hoje com 53 anos e emigrante em França) e a Ilda (51 anos e residente em Tomar).

Questionado sobre os motivos que o levam a estar todos os dias em Outeiro Pequeno, disse: “A estrada para o Outeiro Pequeno é melhor. Aqui encontra-se mais gente a descansar à tarde. Joga-se às cartas e outras vezes é só conversa.”

Ao fim de semana tem a companhia da filha, mas durante a semana para evitar a solidão pega no carro, sai de casa e desloca-se todas as tardes para o Outeiro Pequeno. “Fico em casa a olhar para as paredes?” – questiona-se. “Só lá tenho o cão, o gato e o pintassilgo.” O pintassilgo já tem 13 anos e ainda é do tempo da esposa, já falecida há 12 anos.

Aos 80 anos e carregando desde os 25 o problema da asma, desabafa dizendo: “Nunca esperei durar até à idade que tenho hoje. Tenho apanhado vários apertos”. Já não fuma há 15 anos e segundo as orientações do médico, tem que continuar a tomar os medicamentos porque o mal ainda continua. Apenas sabe que a sua cura é só uma : “Em Casais da Igreja”.

Durante a sua vida exerceu a profissão de motorista. Ainda tentou a emigração em França, mas deu-se mal e veio embora. Depois mais tarde foi taxista.

 

Joaquim de Sousa Taxa nasceu em Outeiro Pequeno no dia 1 de Março de 1945, mas o seu registo só foi efectuado no dia 20. O seu pai natural de Outeiro Pequeno chamava-se Henrique Lopes Taxa e a mãe natural de Moreiras Grandes chamava-se Hermínia de Sousa, mas também era conhecida por Hermínia de Jesus.

Todos os domingos ao início da tarde, Joaquim Taxa desloca-se de Torres Novas, cidade onde reside há 32 anos e vem no seu carro até à aldeia natal. Durante muitos anos utilizou a mota para se deslocar.

Questionado sobre as razões que o levam todas as semana a deslocar-se a Outeiro Pequeno, responde: “É a minha terra, gosto dela e nasci cá!”

Esteve no Ultramar, em Angola, donde regressou a 3 de Junho de 1969.

Aos 29 anos casou na Igreja da Chancelaria com Lucinda Laranjeiro Caetano, natural da Rexaldia.

Joaquim Taxa está aposentado há 1 ano depois de 30 meses no desemprego. Durante a sua vida activa trabalhou na Companhia de Fiação e Tecidos de Torres Novas em várias secções: tinturaria, fiação, bobinadeira e ajuntadeira. A esposa ainda no activo, trabalha no Colégio Andrade de Corvo há mais de 30 anos.

O casal tem 3 filhas ainda solteiras: Carla Susana (31 anos), Ana Cláudia (28 anos) e Sílvia (23 anos).

Joaquim Taxa encontra aqui aquilo que não encontra em Torres Novas, as pessoas conhecidas. Na aldeia natal, sente-se em casa. É aqui que joga às cartas na companhia dos amigos.

“O que me prende aqui é a camaradagem”.

O pai do Joaquim tinha a alcunha de “Puço”. A alcunha foi conquistada devido à malta nova frequentemente lhe tirar o carapuço da cabeça. Como intimidação, o sr. Henrique dizia às crianças: “- Dá cá o puço que a minha Hermínia ralha!”. Para sempre ficou o Puço e até hoje muitas das pessoas quando se referem ao nome dos filhos, ainda acrescentam o “Puço”.

Joaquim Lopes Taxa tem 6 irmãos: João (emigrante na Alemanha), Luís (emigrante na França), José Manuel (reside em Moreiras Grandes), Emília (reside em Outeiro Pequeno), Cidalina (emigrante na França) e a Mariazinha (reside em Cruz de Pau)

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Uma resposta a Outeiro Pequeno é uma atracção fatal

  1. Pedro diz:

    (Pedido de Divulgação! Obrigado ) V Encontro de Professores e Antigos Alunos dos Colégios ANDRADE CORVO e SANTA MARIA TORRES NOVAS Dia 18 de ABRIL Contactar :- Luís Rua – 918 62 95 23 – luisrua227@gmail.com

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