Laranja do Pafarrão – O melhor fruto do país

Laranja do Pafarrão – O melhor fruto do país
 
 

A localidade do Pafarrão, na freguesia da Chancelaria é bem conhecida por todos como a “Terra da Laranja”. A grande qualidade deste citrino, deve-se a vários factores, entre os quais, a localização dos pomares, junto à Serra D’Aire, protegidos pelos ventos frios e geadas. O microclima ali existente é um factor muito importante para o desenvolvimento das laranjas.

Desde o ano de 2006 que a Associação Cultural, Desportiva e Recreativa do Pafarrão, decidiu divulgar a boa qualidade das laranjas locais e estimular os seus produtores. A Feira da Laranja já vai na sua III Edição, a qual se realizou nos passados dias 16 e 17 de Fevereiro.

Em entrevista ao «Fruto da Notícia», António Ferreira, presidente da Assembleia Geral, explicou os motivos da realização deste evento. “A colectividade para além dos festejos e de outras actividades que desenvolve ao longo do ano, entendeu que era oportuno criar uma mostra, um ponto de encontro entre as pessoas da terra, mais para mostrarem o que têm, do que um acto comercial em si. Procuramos com esta feira estimular o interesse dos produtores. Por um lado, para os mais velhos não desanimarem e por outro, para os mais novos se interessarem e verem que há pessoas interessadas no produto e que há futuro pela frente. Não é propriamente uma agricultura em fim de ciclo ou de estação, mas é um sector com grande potencial devido ao microclima já conhecido por todos. Basta verificar que temos aqui laranjas, e que aqui perto, a cerca de dois quilómetros, já não encontramos laranjeiras em produção, e as que há são em quintais com uma qualidade que não tem nada a ver”.

E durante o decorrer de mais uma feira, já se lançam sugestões para a IV edição. “Já hoje me sugeriram que para o próximo ano se devia realizar um concurso de apresentação, ou seja, eleger a banca mais bem apresentada, porque como se pode verificar, há uma entrega e uma motivação muito grande por parte das pessoas em apresentarem o seu produto da melhor forma. Existe um bairrismo que é muito interessante promover. Se este evento não for promovido, acabava por cair um pouco no desinteresse e a venda das laranjas é uma pura operação comercial”.

Em média, cada produtor vende na feira cerca de 200 quilos de laranja, o que é muito pouco comparativamente com a produção do pomar, que embora sejam pequenos, produzem toneladas.

A III Edição da Feira contou com 25 produtores de laranjas. Mas nem todos os produtores pafarronenses estiveram presentes na feira. O «Fruto da Notícia» encontrou também nos dias da feira, e a escassos metros do local, alguns produtores a venderem junto à estrada.

Os pomares existentes no Pafarrão sofreram um decréscimo, mas actualmente tudo indica que o número vá aumentar. António Ferreira disse que “tem havido uma curva decrescente na área de produção com tendência a parar do número de produtores interessados. Essa curva agora tende a estabilizar e penso que vá subir. As pessoas procuraram empregos mais estáveis e mais confortáveis, do que o cuidar dos pomares”.

Os pomares existentes são de pequena dimensão e dificilmente maquinizados. Os produtores aproveitam todos os pequenos vales existentes.

Um dos segredos para a boa qualidade das laranjas do Pafarrão é apanhá-las em pleno estado de maturação. “Para conseguir laranjas de melhor qualidade, nós apanhamos a laranja sempre em plena maturação. Enquanto noutras zonas, fazem cerca de duas apanhadas num pomar, nós fazemos dezenas de apanhas. Isto significa que enquanto quem explora de uma forma mais intensiva o pomar, apanha as laranjas que estão maduras, as que estão quase maduras e às vezes um pouco verdes, nós vamos ao pomar e apanhamos apenas as laranjas que estão em pleno estado de maturação. E este método faz com que, e dado o curto período de tempo entre a apanha e a venda da laranja, que esta também conserva melhor as suas características, a sua fresquidão, o que as diferencia das outras”, referiu António Ferreira.

O evento está cada vez mais interessante. Para além das bancas com laranjas, estiveram presentes na feira, produtores de artesanato, doces e licores. Para animar ainda mais o evento, a noite de sábado foi preenchida com jantar e um espectáculo de danças de salão protagonizado pelo Grupo de Danças de Salão da Chancelaria. No domingo à tarde actuou o Rancho Folclórico do Casal Sentista. Do programa fizeram ainda parte jogos tradicionais apoiados pela UCATN e tiro com arco. O concurso com doces e licores realizado no sábado contou com a presença dos cozinheiros Chefe Silva e Filipa Vacondeus.

O estado do pavimento dentro da localidade não era o melhor, apesar de alguns buracos terem sido tapados nos dias anteriores.

António Ferreira lamenta que não se consigam garantir melhores condições. “Compreendemos que a nível de pavimento será necessário primeiro proceder ao saneamento básico para depois se proceder ao pavimento e respectivo escoamento de águas, mas até lá nós vamos dando a volta por cima e não estamos cá para apontar o dedo àqueles que deveriam avançar com mais trabalho, mas para termos nós uma postura activa. Não podemos ter uma postura de andar a dizer mal dos outros. Queremos é puxar pela nossa terra e fazer com que as pessoas tenham orgulho daquilo que fazem”.

Quanto a apoios da autarquia local, António Ferreira disse que “o município disponibilizou as estruturas das bancas e procurou dar um arranjo no pavimento”.

António Ferreira, espera que a Junta da Freguesia da Chancelaria tenha uma participação mais activa, sobretudo no apoio à produção, nos melhoramentos dos acessos às explorações agrícolas. “Temos estradas muito degradadas. São estradas de terra, e com o Inverno ficam danificadas com a passagem dos tractores pelo que necessitam de serem arranjadas. Precisamos da Junta porque está mais perto de nós, e, ao longo do ano pode ir intercedendo pontualmente em situações que se justifiquem. Nós fazemos a nossa parte, não queremos andar a puxar as orelhas a ninguém. Que este exemplo resulte e também sirva para chamar a atenção de que afinal o Pafarrão existe, embora não apareça em muitos dos mapas. Mas se calhar temos coisas melhores do que muitos que podem estão bem localizados no mapa e que por falta de iniciativas ou mesmo falta de condições não conseguem apresentar esses produtos.

“Carácter social da feira é mais importante do que o carácter económico”

 

Ao longo de três edições, a feira tem deixado alguns ensinamentos. O mais importante, para António Ferreira “ é o carácter social da feira. Mais do que o carácter económico sob o ponto de vista das vendas. É um ponto de encontro em que as pessoas, simpáticas e acolhedoras, recebem de porta aberta os seus clientes. É isso que torna a feira interessante”.

A produção das laranjas do Pafarrão tem como destino o consumidor final, sendo parte da produção vendida à borda da estrada e outra grande parte vendida nos mercados municipais. “Quase nenhuma chega às prateleiras do supermercado. Quem quiser boas laranjas tem que vir ao Pafarrão ou onde elas estiverem à venda”, refere António Ferreira.

Dada a categoria do fruto e o frágil poder financeiro dos produtores é difícil promover o produto e efectuar a distinção entre a laranja do Pafarrão e uma outra qualquer, porque as características da laranja do Pafarrão são muito diferentes. E numa prateleira de supermercado, quem olhar para as laranjas não vê a diferença, porque têm a mesma cor.

Para António Ferreira, “a certificação seria um passo interessante de fazer, mas dada a escala, não torna o processo essencial para o sucesso. São pequenos produtores que não se vêem num processo de certificação do produto em que há uma empresa independente que vem acompanhar, verificar o que as pessoas fizeram ou não, se cumpriram o caderno de encargos…”

Assim é valorizada a relação entre o cliente e o produtor. “Há uma fidelização do cliente dada a proximidade entre ele e o produtor. Ou seja, se as laranjas que ele vende num dia não são boas, com certeza que na próxima vez que o comprador lá voltar a comprar, vai pedir satisfações. Ou caso contrário, se forem muito boas, vai voltar para comprar das mesmas laranjas. Ora isto não se consegue numa grande superfície, porque não há uma relação entre o produtor e o cliente. Nas grandes superfícies, cada vez mais os produtores são afastados dos rótulos dos produtos que são vendidos. Passam a ter um número e não um nome. Aqui é diferente. As pessoas têm um nome, as pessoas dão a cara…Há uma ligação próxima o que torna o próprio acto da compra e da venda muito mais interessante. Não é só o comprar como bem essencial, mas é um comprar com valor acrescido. E grande parte das vezes, esse valor acrescido acaba por ser a conversa que se desenvolve no acto da compra. É isto que é importante, tornar essas pessoas activas, haver uma integração nesta fileira, entre a produção e consumidor, em que o produtor faz tudo: planta, apanha, vende, fala com o consumidor, faz o marketing, faz tudo…E tudo isto pede o novo quadro comunitário. Então não interessa estar a apostar e a gastar muito, porque usamos os meios que temos para promover. Este é o evento que nós garantimos fazer e que dado o seu cariz rural o torna característico.

A qualidade das laranjas é muito boa. A quantidade produzida nesta época foi inferior ao ano anterior, mas não muito significativa.

O ex-libris é a laranja variedade Dalmau. Depois existem as clementinas (variedade fina) e as tanjas e tangerinas. As tanjas e as tangerinas caíram de moda, e não tem procura significativa no mercado. António Ferreira referiu que “é um produto residual o que levou à renovação de alguns pomares em arrancar essas variedades”.

Actualmente os pomares já estão a serem encaminhados de forma diferente: “Mais eficientes, procurando facilitar a mecanização para melhor manutenção e mobilização dentro do pomar. As podas e a apanha são um trabalho manual. É que ainda não há máquinas de apanhar laranjas em plena maturação”.

 

Geada atingiu pomares em zonas baixas.

A geada que caiu neste Inverno atingiu alguns dos pomares localizados nas zonas mais baixas e as laranjas acabaram por cair no chão. A justificação é dada por Célia Ferreira para a diminuição da produção. No entanto, os pomares situados nas zonas mais altas junto à serra, não foram atingidos e a qualidade das laranjas é boa, apesar de haver uma diminuição na quantidade.

A laranja “baía dalmau” é a espécie que predomina nos laranjais do Pafarrão. Mas outras espécies ali existem, o que faz prolongar o comércio destes citrinos até tarde: “A seguir vem a laranja que os populares denominam de “D. João” e a laranja-pêra cujas espécies se vendem até ao mês de Agosto”, referiu Célia Ferreira.

 

A produção de marroquinas foi superior às folhas

 

Júlio Pereira e a esposa Alfreda têm poucas laranjas este ano.

“Tenho menos laranjas do que no ano passado”, referiu Alfreda. “Normalmente quando carregam muito num ano, no ano seguinte a produção é menor”, justificou ainda. A justificação é reiterada por Júlio Pereira, seu marido, natural de Ourém. No entanto a qualidade é boa e muito superior a outras laranjas que existem por perto. “Não existe qualidade melhor do que a laranja do Pafarrão. Está aqui ao lado a Chancelaria, mas as suas laranjas não são tão boas. Estes locais que ficam ao abrigo da serra, são locais ideais para as laranjas. “É uma laranja cuja casca é só uma pelinha”, adiantou ainda Júlio Pereira.

As laranjas são poucas. Já a quantidade das marroquinas foi muito superior. “Foram mais do que as folhas”, disse Alfreda, natural do Pafarrão.

 

 

É uma sobremesa divinal!…

João da Guia justifica a localização dos pomares para a excelente qualidade das laranjas do Pafarrão, “Isto é um vale protegido pela serra D’Aire com o chamado microclima que confere à laranja outro sabor. É o chamado gosto gostoso. É sem dúvida a melhor laranja da nossa região”.

É uma laranja muito macia cujo sumo cai logo. “Mesmo no tempo em que não chove ela é mesmo tenra. Quando estamos a acabar de descascar nota-se que a laranja se está a desfazer”.

A qualidade da laranja do Pafarrão é reconhecida por todos. João da Guia lamenta que não haja mais quantidade e que a sua excelente qualidade não tenha maior divulgação.

É um produto muito bom e as variedades são várias: Baía, tangerina, marroquina, todas elas de qualidade. “Nota-se no sabor, não obstante de serem variedades diferentes, na realidade têm a mesma base. É um doce muito macio cujo país devia conhecer. E então fresquinha é uma sobremesa divinal…” confessa João da Guia.

Para uma melhor divulgação e distribuição da produção era necessário que os produtores se organizassem para fazerem uma frente comum. Hoje, a globalização não identifica os produtores, pelo que se estivessem associados teriam poder de negociação. E esta é uma das lacunas que existe no concelho. “O nosso concelho tem produtos com elevada qualidade: bom azeite, bom vinho mas é necessário uma frente comum para serem negociados, de modo a serem vendidos nos supermercados, dado que o comércio tradicional está a desaparecer ”, esclarece o engenheiro.

Os cozinheiros, Filipa Vacondeus e o chefe Silva, vêm todos os anos ao concelho de Torres Novas buscar azeite. Na opinião do chefe Silva, “É o melhor azeite do mundo!”

A solução ideal seria que os produtores já estivessem associados. A opinião de João da Guia é que o motor devia partir do Município. “É necessário fazer alguma coisa de concreto por esta pequena produção, a qual devia ser alargada para se criar alguma riqueza para esta zona, o que é muito importante”.

 

 

“ Não existe nenhum fruto no nosso país que chegue para uma laranja do Pafarrão “

 

Antigamente não existiam tantos pomares como os que existem actualmente no Pafarrão. Vítor Ferreira, tem 62 anos e referiu ao «Fruto da Notícia» que só acerca de 20 a 30 anos é que os proprietários optaram por aumentar a plantação de laranjeiras. Actualmente a plantação está a ficar parada, porque não há escoamento para a produção. Uma grande parte da produção é vendida nos mercados em redor – Tomar, Torres Novas, Ourém e Marinha Grande. Vítor Ferreira referiu que os proprietários estão com dificuldades na venda das laranjas, e o motivo é a falta do poder de compra dos portugueses. “Não há poder de compra. Antigamente vendiam-se no mercado 15 a 20 caixas de laranjas. Hoje vendem-se 8 ou 10”. E aponta a concorrência como outro dos factores: “A concorrência também é maior hoje em dia devido aos supermercados. As pessoas não têm poder de compra, e acabam por comprar um produto parecido a um preço mais baixo…”. Alguns acabam por ver a diferença entre a fruta adquirida no supermercado e a que adquirem directamente ao produtor. “As pessoas dizem que muita da fruta do supermercado só sabe a remédios”. E aponta os motivos: “A fruta vai do pomar para o armazém, depois para as câmaras frigoríficas, depois é parafinada e todos este processo acaba por reduzir a qualidade da fruta”, justifica Vítor Ferreira.

Na sua banca aponta para as laranjas que exibe. “Estas foram apanhadas ontem. São laranjas de luxo.” E garante que não existe fruto nenhum no nosso pequeno país que chegue para uma laranja do Pafarrão. “Como é que um fruto destes consegue ir buscar tanto doce? Isto é um torrão de açúcar!”

 

 

Mega laranja de 850 gramas

A banca de Maria Preciosa Ferreira, de 67 anos, ostenta pendurada uma mega laranja “baía dalmau” com 850 gramas de peso. A produção do presente ano é inferior ao ano transacto, mas a produtora refere que a qualidade é maior: “São muito boas, doces, uma delícia”, garante. O licor caseiro de tangerina é outro dos produtos expostos na banca. Um frasco com tangerinas inteiras mergulhadas num líquido, levou o «Fruto da Notícia» a questionar os fins a que se destina. Gentilmente, Maria Preciosa explicou que é um dos processos da confecção do licor: Colocam-se várias tangerinas inteiras dentro de um frasco cheio de aguardente durante um período de 15 a 30 dias. Depois ferve-se um pouco de água, adiciona-se açucar a gosto e mistura-se com a aguardente. Há também quem faça o licor de modo diferente: em vez de mergulhar as tangerinas inteiras, utiliza só as cascas. Há ainda pessoas que colocam as tangerinas na aguardente muito bem picadas com um alfinete para que a aguardente absorva também o sumo do fruto.

 

Doçaria caseira regional

Os doces e licores tradicionais também marcaram presença na 3ª edição da Laranja. A banca de Arminda Silva apresentava vários licores: tangerina, ginja, marmelo, ameixa e café. A doçaria caseira ali apresentada constava de bolos diversos, pastéis de nata, salame, bolo de ananás, brigadeiros, tarte de amêndoa, bolo de chocolate, bolos “de todos os santos” e até um bolo de laranja que iria fazer parte do concurso de doces e licores. Para além dos doces e dos licores, Arminda Silva vendia mel e até bolsas de trapilho.

 

“Torres Novas tem coisas óptimas em todos os locais”

 

Os conhecidos cozinheiros da televisão portuguesa, Chefe Silva e Filipa Vacondeus também estiveram presentes na Feira da Laranja do Pafarrão. Ambos fizeram parte do júri que elegeu os melhores licores e doces apresentados a concurso. Interrogada pelo «Fruto da Notícia», sobre a qualidades das laranjas, Filipa Vacondeus disse serem “ uma maravilha. Torres Novas tem coisas óptimas em todos os locais: licores, doces, laranjas, frutos secos, azeite, sopas…”.

E quem quiser ver a Filipa alegre e contente, basta lançarem-lhe o convite: “ Quando me quiserem ver contente, mandem-me cá vir para provar estas coisas que eu venho logo a correr”.

 

Danças de salão animaram feira

Do programa da III Feira da Laranja, o «Fruto da Notícia» acompanhou na noite de sábado, a exibição de 20 elementos pertencentes do Grupo de Danças de Salão da Chancelaria, do qual fazem parte hoje 44 alunos com idades compreendidas entre os 4 e os 30 anos.

Os pares presentes dançaram no salão da associação, perante uma grande assistência. O par mais novo era composto pelo Francisco e pela Miriam de apenas 4 anos cada um. Cada vez que dançaram, deixaram a assistência perplexa com a brilhante exibição realizada.

As danças de salão exigem uma postura correcta das várias partes do corpo, incluindo a cabeça, peito/costas, pélvis/ancas, pernas e pés de modo a que o resultado final seja uma dança confortável e eficaz.

É um desporto completo que faz com que os participantes aperfeiçoem a sua coordenação motora e a interacção entre o movimento e a música, trabalhando todos os músculos e sendo um bom amigo do coração. As danças de salão trazem ao nosso quotidiano um convívio social saudável e com a vantagem de poder unir várias faixas etárias, visto ser uma actividade aberta a todas as idades e não precisar de aptidões especiais, basta força de vontade e gosto pela dança.

E foram vários os tipos de dança ali exibidos: danças de estilo clássico (valsa, tango) e as danças latinas (Cha-Cha-Cha, Samba, Passo-Doble) e até danças modernas.
Qualquer uma delas com o seu ritmo próprio, mas todas elas com a mesma exigência de postura adequada que conseguiram transmitir a alegria típica de um salão.Feira 3ª da laranja pafarrão (12)Feira 3ª da laranja pafarrão (186)Feira 3ª da laranja pafarrão (2)Feira 3ª da laranja pafarrão (28)Feira 3ª da laranja pafarrão (30)Feira 3ª da laranja pafarrão (33)Feira 3ª da laranja pafarrão (37)Feira 3ª da laranja pafarrão (4)Feira 3ª da laranja pafarrão (47)Feira 3ª da laranja pafarrão (50)Feira 3ª da laranja pafarrão (54)

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